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Monday, January 9, 2017

Morreu Mário Soares

Mário Soares faleceu este sábado, com 92 anos. Esteve dez dias nos cuidados intensivos, do Hospital da Cruz Vermelha, onde regressou na véspera de Natal, depois de um agravamento do estado de saúde e onde esteve até este sábado.

Mário Soares 

O cortejo fúnebre realiza-se no cemitério dos Prazeres mas primeiro passando pelo Palácio de Belém, Fundação Mário Soares, Assembleia da Republica e Largo do Rato, local da sede do PS.

As cerimónias fúnebres com honras militares decorrem a partir das 17h.

Mário Soares foi Presidente durante dois mandatos, entre 1986 e 1996. Quase todos desejaram tratá-lo como uma personagem histórica. Para o PS a perda de Mário Soares é uma profunda tristeza, também partilhada por tantos portugueses, sendo Mário Soares desse partido.
Mário Soares era uma figura bastante admirada mas também bastante odiada.  

Francisco Gaspar e Regina Aleixo

Monday, November 30, 2015

Acabaram os exames


A Assembleia da República aprovou o fim dos exames do 4ºano. A proposta do bloco de esquerda foi aprovada com votos favoráveis do PS, PCP, PEV e PAN.Estes exames pesavam 30% na avaliação dos alunos. A deputada do bloco, Joana Mortágua lembrou que os exames exercem uma "violência" sobre as crianças.

Não foi necessário uma discussão pública ou um debate sobre o assunto. No primeiro dia de governo de António Costa, o parlmento aprovou de imediato a eliminação dos exames do 4ºano. Nem todos estranharam esta nova alteração, pois sabem que este governo vai alterar tudo o que o anterior fez.

O fim dos exames gera muita discussão porque nem todos estão de acordo. Existem boas razões para a manutenção dos exames, mas também boas razões para o fim destes. Por um lado, as crianças vão mostrar o que aprenderam,mas se o resultado não for o esperado é o professor quem fica mal visto porque não ensinou bem. Na minha opinião, as crianças não estão preparadas para enfrentaram uma situação stressante como os exames. Fica uma questão por se saber, afinal quem manda na educação?

Fontes:  Esquerda Net; Diário de Notícias
Fonte da Imagem: TSF

Vanessa António

Conflito moral: Adoção de crianças por casais homossexuais em Portugal



A adopção de crianças por casais do mesmo sexo foi aprovada a 20 de Novembro. PSD e CDS tentaram que a medida fosse aceite por três vezes mas sempre sem sucesso. A lei foi aprovada com votos de todos os partidos de esquerda mas a direita dividiu-se e apenas dezanove deputados votaram a favor. De acordo com os partidos de esquerda, este é um momento “histórico” para Portugal em que se torna no 24º país a aprovar esta lei.

Aprovar a adopção gay em Portugal é muito mais que uma lei, é um conflito moral. Segundo a Carta de Direitos Humanos, todas as pessoas têm direito às mesmas oportunidades e privilégios. Em séc. XXI sabemos que essa ideia é utópica mas que Portugal deu um importante passo para combater a discriminação ao permitir que casais do mesmo sexo tenham direito a uma família.

É importante consciencializar as pessoas que não percebem como é que um casal homossexual pode ter condições para criar uma família bem estruturada, é fundamental explicar que as crianças que se encontram em instituições de acolhimento foram geradas e abandonadas por um casal hétero. Quais são afinal os verdadeiros pilares de uma família saudável? Uma presença masculina e feminina basta? Ou o amor que um casal, independentemente da sua orientação sexual, tenha capacidade para oferecer?

Ninguém pode negar que o ano de 2015 vai ficar para sempre marcado pelas palavras proferidas pelo Papa Francisco em que aborda questões homossexuais. Até hoje nenhum representante máximo da Igreja Católica tinha tido este atrevimento. O Papa argentino, apesar de não concordar com o casamento gay, quer uma Igreja preparada para acolher todos, seja qual for a sua orientação sexual.

Para aqueles que dizem não à oportunidade de uma criança ter uma família, atentem o séc. em que vivemos, façam um esforço por compreender e se são religiosos, inspirem-se na Igreja Católica, que começa a dar aberturas em relação aos homossexuais. Mais importante que aceitar, é respeitar.

Fonte: Público; Observador; Diário de Notícias
Fonte Imagem: Público


Paula Pinto

Vice-procurador angolano diz que Portugal quebra “tabu” com Francisca Van Dunem


O vice-procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta-Groz, diz que Portugal quebrou um “tabu” com a escolha de uma mulher negra, Francisca Van Dunem, para ocupar o cargo de ministra da Justiça no novo Governo. O mesmo afirma que “numa sociedade como a de Portugal não seria fácil, não foi fácil de certeza absoluta, que uma mulher negra chegasse a fazer parte de um Governo”.

Sempre foi impensável ver uma mulher negra no governo português, visto que o preconceito eo racismo sempre foi algo muito presente em Portugal. O que aconteceu agora no novo governo, liderado por António Costa, é algo que em tempos atrás seria impensável. Claro que essa decisão levantou uma enorme questão. O simples facto de ser negra faz com que Francisca Van Dunem seja o centro das atenções do novo Governo. Tudo que ela fizer será acompanhado ao máximo, não só pelo os eleitores mas também pelos media, e ao primeiro erro ou deslize, corre o risco de ser criticada ao máximo, porque embora as pessoas aceitem em parte, ainda há uma maioria com o pé atrás. A prova disso é que entre a ministra invisual e a ministra negra, a mais falada é a ministra negra.

Talvez seja o início do fim do preconceito, racismo, descriminação, como diz o procurador angolano, uma quebra do “tabu”, uma prova de que independentemente da cor, raça, sexo ou religião, desde que sejamos qualificados e tenhamos competências, podemos exercer qualquer cargo. Ninguém é melhor que ninguém, seja da raça negra ou caucasiana.


Fonte texto: Público e DN
Fonte imagem: Google Imagens

Soraya Afonso

Friday, January 23, 2015

Parlamento chumba pela quarta vez Adopção Gay

Parlamento, Deputados, Assembleia, leiNa passada quinta-feira dia 22, foi mais uma vez a votação para permissão da adopção por casais homossexuais na Assembleia da República.Entre aproximadamente 210 deputados, 40% mostraram-se a favor deste projecto de lei socialista, enquanto 119 se mostraram contra; assim 28 votos separaram aprovação desta causa.

A bancada do PCP, Bloco de Esquerda e Verdes mantiveram-se constantes na votação “para o sim “da lei socialista.Por contrário na bancada do CDS, 24 deputados votaram sempre contra.Nas duas bancadas ao centro, PS e PSD existiram controvérsias.

A direcção da mesma, apoiava pela primeira vez o projecto socialista, tendo 3 deputados contra, nomeadamente António Cardoso, António Braga e João Portugal; e 4 socialistas a absterem-se da votação, nomeadamente Renato Sampaio, Miguel Laranjeiro, José Junqueiro e Isabel Oneto.
É a quarta vez na legislatura que este tema é chumbado no parlamento.

Fontes: Público, Observador
Fonte de Imagem: Notícias de Fafe

Feito por: Iris Mota, Lúcia Esteves e João Lopes