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Monday, November 30, 2015

EUA porquê a indecisão?

Os ataques em Paris no passado dia 13 de Novembro puseram em questão muita coisa, nomeadamente a posição da Europa e dos EUA perante a tremenda ameaça jihadista. O luto dos mortos em França espalhou-se pela capital parisiense através de homenagens às vítimas e através da colocação de bandeiras nas janelas dos prédios. A Europa sentiu a dor de Paris e, num voto de solidariedade o símbolo de França foi espelhado pelos mais belos monumentos europeus.

Mas afinal até que ponto podemos confiar que a atitude da Europa e dos Estados Unidos de evitar o envio de homens no terreno não estará a ser nefasta para o combate ao Daesh? Não bastam os drones, tal como já tem sido provado e, a política de Obama parece cada vez mais insuficiente perante os ataques a Paris, em Mali (que foi reinvidicado pelos terroristas) e, as ameaças de atentados em Bruxelas. A Sociedade Ocidental tal como a conhecemos está em crise.

Obama não quer "repetir" os erros de Bush. Não quer sacrificar homens no terreno em prol de uma guerra que "supostamente" é do mundo e, não só dos EUA.  O problema é que tudo começou com os actos contra o Iraque e, a instabilidade política subsequente causada pela destituição de Saddam Husseim. A desculpa das armas de destruição foi já desmentida por um ex-funcionário da CIA, Bill Murray. O ex-agente falou com duas fontes da mais alta confiança de Saddam, entre elas o Ministro das Relações exteriores do Iraque Naji Sabri. As duas fontes garantiram que o Iraque não tinha armas de destruição maciça.

A instabilidade política criada após a queda de Saddam foi o suficiente para provocar com que as minorias que viviam antes em paz ficassem em risco. O ISIS não foi criado somente por uma célula da Al Qaeda, mas também por atrocidades cometidas ao longo do tempo pelos EUA.

Ninguém deseja ver mortes no terreno, mas nada vai impedir que o ISIS atinja ainda mais a Europa se um exército unido por todas as nações não entrar em solo Iraquiano e Sírio.

Fontes:  BBC; Jornal i ; Observador ; Folha de S. Paulo ; História do Mundo

Fonte imagem: Teciber

Susana Nascimento

O futuro do Estado Islâmico

Militantes do Estado Islâmico
Passados 17 dias desde os infames ataques em Paris, onde morreram mais de 120 pessoas, chegou uma altura de fazer uma introspecção acerca do que pode o Ocidente fazer quanto ao auto-proclamado Estado Islâmico.

Para começar, há que “cascar” no Estado Islâmico pela sua estupidez e, diga-se, incompetência estratégica nestes ataques. Sabemos que aquela organização não tem todos os parafusos no sítio, mas achar que matar 120 pessoas desarmadas levará a um afastamento de França dos bombardeamentos da coligação é pura burrice. Quem acha que países fortemente equipados militarmente vão ficar com medo de uma organização terrorista e macabra que gosta de atacar inocentes deve ser parvo, porque só está a escavar a própria cova. É claro que a França ia começar a bombardear os extremistas e, o mais provável, é não serem os únicos a juntarem-se a esta causa.


Agora, este problema, dada a incompetência do exército iraquiano, provavelmente só será resolvido com uma invasão terrestre. No entanto, sabemos que os EUA não o vão fazer porque ainda paira a nuvem negra da invasão ao Iraque que, por piada, foi o grande causador desta situação. Sobra-nos uma solução de Leste: Putin já começou a enviar as Spetsnaz para território sírio e, neste esforço, pode mudar mesmo o mapa político mundial. Se o Estado Islâmico for destruído, a Rússia pode sair do conflito como única potência que “realmente” se esforçou para acabar com estes extremistas o que pode fazer com que os países envolvidos neste conflito – Síria, Iraque e, quem sabe, o futuro Curdistão – pode tornar-se aliados de peso para a Rússia, conseguindo o precioso petróleo que Putin tanto precisa.

Resumindo, um estado que se baseia no fundamentalismo, no terror, e na força militar nunca vai conseguir triunfar, principalmente numa zona tão recompensadora economicamente para as grandes potências mundiais. Por agora, a aniquilação do Estado Islâmico parece que irá gerar uma maior aceitação de Putin e algum repúdio aos Estados Unidos, como se os Estados Unidos tivessem feito a porcaria e a Rússia teve de ir limpar. Mas uma coisa é certa: o Estado Islâmico tem os dias contados.

João Alves

Tuesday, January 13, 2015

Je Suis Charlie - As Homenagens Reveladas

A notícia que está a chocar o mundo agora revelada em vídeos com as mais variadas homenagens. Entre estas está presente a emoção, a criatividade e a compaixão da sociedade perante o atentado.

Uma das homenagens ao jornal Charlie Hebdo, fotografada no dia 11 na manifestação realizada em Paris. Foto: Hunffingtonpost



A primeira e mais tocante homenagem que teve lugar em Paris no dia 7 de Janeiro - O momento de silêncio pelas vitimas do atentado. Nunca o silêncio revelara tanta compaixão. A vontade de se exprimirem e a revolta foi, por momentos, encarada em silêncio num gesto de respeito.



As homenagens continuam, de forma criativa e apelativa, agora pelas ruas da Bélgica. O sentimento é assim transmitido pela sociedade de todo o mundo. São, portanto, diferentes formas de encarar a triste realidade.



Por último, em Marselha e já a dia 10, a emoção ainda se faz sentir aqui representada de forma única. As reacções, os sentimentos, as expressões e os olhares que não enganam.

Beatriz Cassona e Joana Raimundo

Cronologia do Massacre em Paris

Atentado em Paris à redacção do jornal satírico, Charlie Hebdo's, no passado dia 7 de Janeiro de 2015, onde ocorreu a morte de 12 pessoas, incluindo 2 policias.



Filmagens amadoras e explicitas do ataque terrorista, expondo o momento cru e sangrento de ângulos diferentes, decorrido em Paris.

 
Cronologia de eventos do ataque terrorista em Paris, mostrando todo o decorrer dos eventos, que chocou toda a nível população mundial.



Fim trágico desta história sangrenta, que terminou com a morte dos terroristas tal como a morte de alguns reféns. Filmagens da intervenção, por parte da policia para resgate das vitimas deste sequestro.

Fonte: TVI24

Membros do jornal satírico,Charlie Hebdo's,que foram vitimas deste atentado terrorista, entre eles Charb, Cabu, Wolinski e Tignous.

Tiago Daniel
André Martinho

Friday, January 9, 2015

Atentado à Liberdade de Expressão em Paris



Uma vela e um lápis são uma das formas para homenagear as vítimas do atentado à redacção do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris. Esta vela foi colocada perto da Embaixada de França em Roma, Itália, dia 7 de janeiro. Fonte: The Boston Globe 



Dois homens armados mataram 12 pessoas na sede do jornal francês satírico Charlie Hebdo, o que enervou os muçulmanos há dois anos, com a publicação de caricaturas do profeta Maomé. Fonte: The Boston Globe 



A primeira grande polémica do jornal surge em 2006, após a publicação de um cartoon do profeta Maomé a lamentar-se dizendo "É difícil ser amado por estúpidos".
Esta foi uma das caricaturas que irritou os muçulmanos. Fonte: La Cuarta





Milhares de pessoas seguraram velas na Praça da República, horas após o massacre, a homenagear os jornalistas que perderam a vida. Fonte: The Boston Globe 

Inês Roque, Raquel Cosme, Irene Trindade